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A música comercial

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E aí galera, tudo bem com vocês? Nesse segundo post venho abordar o cenário da música atual, principalmente aqui no Brasil. E sim, a polêmica música comercial, que tem um nome que é motivo até de ofensa para alguns músicos mas que, para outros é sinônimo de mais oportunidade de trabalho.

Música Pop, Comercial, MPB…chamem como quiser! De um tempo pra cá esse conceito musical vem ganhando muita força nas 2 ultimas décadas. Empresários que investem dinheiro pesado, mídia pegando pesado, músicas que se apegam fácil em nossa mente e a grande aceitação popular dão força a essa vertente musical. Mas quem faz esse tipo música gosta também? As pessoas que estão por trás dela estão ali por que curtem esse, ou esses estilos musicais? Nem sempre, ou melhor, quase nunca.

Lei da oferta e procura. As pessoas querem, eles tem pra vender. Mas porque as pessoas querem ouvir ISSO? Porque essas músicas atraem tanto o povo? Simples: elas falam o que as pessoas querem ouvir. Tudo de forma fabricada e, muitas vezes até repetitiva e óbvia. São também tecnicamente pobres e musicalmente fracas. Quem é músico sabe do que estou falando.

São feitas músicas NÃO comerciais hoje em dia? Bem, sim. Assim como sempre também tiveram as comerciais, porém ela só foi ganhar força na década de 90, com o grande crescimento da mídia, com a chegada do CD e da Internet, onde o acesso a informações ficou muito mais fácil e rápido. Bandas como Jota Quest, Raimundos, Skank, Pearl Jam e Red Hot Chili Peppers dominavam o mercado musical da época, aparecendo em vários programas de TV e vendendo milhões de Cds.

Hoje em dia, a história é bem diferente. A música pop é dominada pelo sertanejo universitário de um lado e o rock colorido de outro. Músicas que falam de amor, show pirotécnicos e uma grana enorme sendo investida por trás de tudo isso. A cara do mercado musical atual.

Algo que tem crescido ultimamente são as bandas independentes, que são bandas que não seguem os padrões comerciais que a mídia impõe, e usam o grande poder da internet para divulgar seu trabalho. É algo que vem crescendo muito desde a ultima década. Algumas bandas independentes se renderam ao dinheiro e a fama que os grandes empresários da industria fonográfica ofereceram, mas algumas continuam firmes fazendo o que gostam apenas porque gostam.O conceito de música comercial, a música para todos, chegou para ficar. Há quem ame, há quem odeie, mas há quem pague e enquanto houver quem banque, sempre existirá.

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3 comentários

  1. Diogo Protti

    É, Pedro…
    Realmente sua visão sobre este cenário está bastante apurada. Tem muita razão sobre o que diz.
    É por isso que existem “músicas” como “Tchu tcha”, “Ai se eu te pego” e outras semelhantes.

    Mas uma questão que intriga é:
    As músicas passaram para este nível por qual razão? As pessoas estão menos inteligentes e cultas, e aceitam (e querem) qualquer coisa, ou a “nova geração de músicos” não possuem conteúdo cultural para oferecer?

    Um abraço.

  2. Paulo Fernando

    Pedro, é interessante quando você fala de musica comercial, há muito tempo atrás o que era chamado de música comercial era algumas bandas de rock/pop nacional em que eram tocadas inumeras vezes nas rádios por conta do famoso “jabá” exigido pelas emissoras.
    Mesmo o que se tocava antigamente era música boa se analisado friamente, talvez pobres na parte musical com 3 acordes,mas, com letras pensadas e bem escritas, hoje em dia eu sempre digo o que toca na maioria das rádios e nos carros com som elevadíssimo não passa de um ritmo, uma batida em que a voz e as “letras” são apenas mais um “instrumento” musical, falta conteúdo, falta sensibilidade, falta um algo a mais que as bandas dos anos 80 tinham de sobra, energia e inteligência.
    Cabe aos músicos e professores de agora incentivar as crianças que querem aprender um instrumento a pensar e acreditar que música é muito mais do que se toca nas rádios.

    abraço e parabés pelo texto

    1. pedro sodre

      Com certeza Paulo. Hoje em dia a música é tratada como um simples e mero produto, e não como arte em si. E realmente nós, como professores, temos o dever de incentivar, ensinar e orientar essa nova geração. Muito obrigado por visitar minha página, espero que volte mais vezes! Um abraço!!

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