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Em nome da moral e bons costumes.

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O nobre edil resolve propor uma lei para dificultar, ainda mais, o acesso aos cargos públicos em comissão, para aqueles que de alguma forma mantém vínculo familiar com outros que já ocupam cargos eletivos, tanto no poder representativo como no poder majoritário.

Atitude muito louvável, embora redundante, pois se na lei máxima (CF 88) já está claro que tal atitude é considerada imoral, nós enquanto brasileiros, precisamos a todo o momento criar e recriar novos modelos de ordenamento legal para enfim dar conta do que pode e do que não pode.

Sendo assim, devemos apoiar tal iniciativa de um parlamentar que decida, independente se é da base aliada ou opositora, promover a ampla discussão sobre o tema, e principalmente se um projeto de lei poderá responder ao clamor popular.

Muitas vezes a proposta esbarrará em um ou dois grupos partidários, que por ventura podem compor o governo e a base governista. Se um projeto de lei para proibição de contratação de familiares, parte de um parlamentar aliado ao governo, que impacto tem sobre toda a relação de forças logo abaixo do prefeito?

Um texto sensacionalista, de qualquer jornal, poderia retratar tal fato como o “fim da lua de mel” e o começo das discussões, de forma velada, para enfim mostrar ao chefe do poder executivo e toda população que este ou outro grupo pode contribuir muito mais, nos anseios de um governo, ou como representantes dos desejos de toda a comunidade.

Todos sabem que na política, muitas das relações são vistas como um “jogo democrático”, particularmente não vejo problema algum nessa expressão, desde que o exercício para lembrar sobre ética esteja sempre presente no ato de jogar. Sendo assim, tal proposta, partindo de um edil da base do governo, pode ser encarada como manobra política, um falso cabo de guerra para atrair olhares de apoio e até mesmo de um marketing político estratégico para o momento e futuras ações.

Isso ocorrendo, com o passar dos dias veremos tal propositura, numa espécie de forças ocultas, perder força e definhar até sua completa (auto) extinção. Mas aí, a dúvida com suas inumeráveis perguntas já estarão lançadas à sociedade, que comentará sobre um possível projeto que existiu para enfim não dar a característica de cabide empregatício.

Assim, oposição que se mantém deverá não deixar tal idéia morrer, ou seja, apoiar ou ainda melhorar a perspectiva legal, impondo o fim da ocupação familiar nos quadros do serviço público, não é uma atitude demagoga. Nem o fato da discussão ter partido dos governistas deve desestimular a continuidade do projeto, pois o que é moral já está bem compreendido pelos cidadãos.

Governo que não conversa e não está blindado, de forma gerencial, mais cedo ou mais tarde tem uma válvula de escape, que em nome da transparência e correta forma de gestão pública propõe medidas populares, sem a preocupação na implosão que gerará no espírito de grupo. Fonte de estratégia e janela de oportunidade para aqueles que se opõem ao modelo atual e podem, enfim, ganhar um fôlego extra na jornada social em apontar os erros e falácias de um grupo.

E você, como analisa isso tudo?

 

Um abraço!!!

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