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Política feita por humanos

Infelizmente mais uma vez se repetiu, infelizmente (ainda mais) uma pessoa perdeu a batalha contra as drogas. Calma, não estou aqui pra apontar o dedo na cara de ninguém.

Pessoalmente não conheço o Vereador, mas algumas pessoas que o apoiaram na campanha eleitoral do ano passado, e que agora estão em prece pra que o melhor aconteça, e muitas outras que deixaram seus recados nas redes sociais; essas sim eu conheço e pelo que li trata-se de uma pessoa muito querida.

Todos nós temos hábitos e às vezes eles são freqüentes até demais, daí para se tornar um mau hábito é rápido, pois a dose faz o veneno. E não me venham falar que a droga ilícita é outra história, pois tem muita gente se entupindo de açúcar e com o passar dos anos sofrerá com diabete.

O que me deixa triste nesse momento, falando politicamente, é a reação de uns que esquecem o sofrimento, primeiramente, do Vereador envolvido e depois dos familiares e amigos. Estamos numa fase de mundo, no meu ponto de vista, que há desejo por sangue cada vez mais, parece que procuramos alguém pra açoitar até sangrar, saciando assim nossas vontades mais animalescas de um mundo conturbado.

Sim, é um Vereador eleito, sim é da base do governo, sim é legítimo se opor a tal situação, sim a própria base pode repudiar tal acontecimento, mas espera, também é um irmão humano. Quem aqui já não pensou: “Não posso mais beber, vou passar mal… ah, só mais um gole.”, ou, “Chega de chocolate, preciso emagrecer… mas, é tão bom!!!”. Tenho absoluta certeza, que o Vereador tentava lutar contra a necessidade química, mas depois de criado um hábito (ou mau hábito) explicar para nosso cérebro que não pode tê-lo é um trabalho difícil.

A vida de cada um tem suas atribulações, precisamos descarregar nossos estresses de alguma maneira, expelir nossos medos, contrapor nossas inseguranças, e a droga é uma ótima “ferramenta” para isso, efêmera, mas eficaz. Assisti o vídeo em que o Vereador coloca como proposta de campanha, promover ações para implantação e apoio à entidade que atue no auxílio de dependentes químicos. Foi como um grito de esperança, altruisticamente falando, o Vereador até pode (tomara que não) sucumbir perante as drogas, mas lutará com todas as forças para que muitos outros não tomem o mesmo caminho.

Em 2010 foi a mesma situação, de lado invertido, e não aprendemos nada! Por isso, mais uma vez é dada a chance de aperfeiçoamento das concepções pessoais, seja material ou espiritual. Tenho comigo que a maior lição e contribuição que esses Vereadores podem nos dar, em uma análise longe de sentimentos exacerbados, não se trata de questões políticas nesses momentos, governo e oposição já não existe mais, errar todo mundo pode, atribuir erros é esquecer que o ser humano hoje apedreja, amanhã pode estar no paredão.

Se era consumo próprio ou tráfico, está nas mãos da justiça, devemos confiar que buscará a verdade e aplicará as medidas legais, necessárias e a rigor.

Já no aspecto político, temos situações inusitadas, que muitos não estão atentos, que podem deixar em “xeque” o atual governo. Não vou entrar no mérito interno, nem mesmo analisar o cenário de rearranjo de bastidor, mesmo porque não estou aqui pra tirar a cadeira do Vereador que mantém seu direito de defesa.

Votos de conforto, calma e esperança para todos os familiares e amigos, dos dois Vereadores, e que os mesmos possam vencer a guerra, recuperando assim o total controle nos bons hábitos.

Um abraço!

2 comentários

  1. MARIA EDUARDA AMARAL

    Sutil e verdadeiro… Parabéns Samuel!

    1. Samuel Oliveira

      Grande Dra. Maria Eduarda, sempre bom suas ponderações, fico feliz.

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